Os Chineses da Beira
» » » Os Chineses da Beira

Os Chineses da Beira

No Moçambique pré 25 de Abril de 1974

Três artigos encontrados na net

O Clube Chinês da Beira . 1920

1 – Os “chineses” da Beira, Moçambique. Itinerários de uma dispersão

Lorenzo Macagno
Departamento de Antropologia – UFPR

“Primeiramente, este artigo reconstrói a tênue e paradoxal incorporação dos chineses da Beira à “família lusa”, sobretudo em um contexto no qual, a partir de 1950, Portugal buscou fortalecer seu discurso de “multirracialidade” e tolerância nas chamadas Províncias Ultramarinas. Na segunda parte, trataremos das narrativas de decepção nascidas no contexto da independência de Moçambique, em 1975, quando os chineses tiveram que resignar a possibilidade de um “futuro português” – e moçambicano – para suas vidas “optando” por se dispersarem pelo mundo.”

[gview file=”http://pascal.iseg.utl.pt/~cesa/files/Comunicacoes/Seminario23Fevereiro2012.pdf” save=”1″]

2 – Os “bons portugueses” do Atlético Chinês: desporto e fotografia no Moçambique tardo-colonial

Lorenzo Macagno
Departamento de Antropologia – UFPR

Na segunda metade do século XIX, chegam a Moçambique os primeiros contingentes de trabalhadores originários do sul da China instalando-se, principalmente, na cidade da Beira. Nas décadas de 50 e 60, seus filhos e netos começam a obter sucesso como comerciantes. Com a iminente chegada da independência, em 1975, estes “portugueses” de origem chinesa emigram a países como Brasil, Portugal, Canadá e Estados Unidos. Esta comunicação analisa, a partir de uma pesquisa realizada junto a famílias instaladas,
principalmente, no Brasil, o papel do Clube Atlético Chinês – cuja prática esportiva principal era o basquetebol – como produtor de uma etnicidade diferenciada e, portanto, funcional ao discurso “multiracialista” colonial. Vários dirigentes e membros importantes do Atlético desempenharam, ademais, um papel fundamental na divulgação e promoção da fotografia. Indagamos, também, acerca desse duplo registro “modernizador” – esporte e fotografia – que é, até hoje, um elemento aglutinador na comunidade de memórias desta “diáspora”

[gview file=”http://repositorio-iul.iscte.pt/bitstream/10071/2225/1/CIEA7_2_MACAGNO_Os%20%E2%80%9Cbons%20portugueses%E2%80%9D%20do%20Atl%C3%A9tico%20Chin%C3%AAs.pdf” save=”1″]

3 – Os Sino-moçambicanos da Beira. Mestiçagens Várias

Eduardo Medeiros

Cadernos de Estudos Africanos [Online]

Núcleo de Estudos Sobre África do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS) da Universidade de Évora

“Propomos tratar neste artigo alguns aspectos das transformações culturais ocor­ridas, e dos cruzamentos mestiços tomando a comunidade chinesa da cidade da Beira como estudo de caso, mas comparando-a à de Lourenço Marques sempre que seja pertinente. Pretendemos apresentar factos relativos à formação e evolução da comunidade chinesa da Beira e à evolução da sua inserção sociocultural num contexto de exploração colonial, no qual foram objecto e sujeito, e da sua existência como comunidade receptora e fornecedora de inputs multiculturais.”

[gview file=”http://www.jpires.org/wp-content/uploads/2013/06/cea-494-13-14-os-sino-mocambicanos-da-beira-mesticagens-varias1.pdf” save=”0″]

 

 

Atlético da Beira

Os Chineses da Beira

What do you think?